Mais sobre comportamentos de risco
via O Insurgente
Questões de saúde são questões intimamente ligadas à política. Muitos dos comentários sobre o meu recente post referente a comportamento sexual e saúde mostram que a ignorância impera neste domínio. Alguns jovens, influenciáveis e analfabetos em questões de fisiologia, embarcam num caminho perigoso sem conhecer os riscos. O falso pudor da maioria é utilizado por activistas sem escrúpulos para promover, sem protesto, a sua agenda e o recrutamento de adeptos.
Estou habituada ao terrorismo verbal e, infelizmente, à estupidez. Quem teve alunos adolescentes conhece bem os sinais. Por conseguinte não fico demovida do meu propósito de tentar elucidar os ingénuos. Sei que para os outros não há remédio. Assim, quem quiser ter informações precisas e fundamentadas em investigações cientificas encontrará mais elementos num novo post de Portolani Special.

6 comments:
i cannot understand, you can insert translation code, visit
http://takethatportion.blogspot.com
Lamentavelmente, o post a que se refere é o melhor exemplo do tal terrorismo verbal.
Misturar pretensas questões higieno-sanitárias, com questões morais é meio caminho andado para o disparate.
É bom saber que as suas opiniões são minoritárias.
Por muito que respeite as suas opiniões, porque todos tem direito a elas. Por muito que não concorde com elas e tenha as minhas próprias opiniões, indigna-me que afirme que todos aqueles que não tem a sua opinião sejam ignorantes ou ingénuos.
Como membro do parlamento que afirma que foi, representante do povo português devia respeitar o direito de cada um a ter a sua opinião, direito esse que consta na constituição e que suponho tenha jurado ao tomar posse.
Momentos: Agradecia que me indicasse exactamente onde eu alguma vez afirmei que todos aqueles que não têm a minha opinião são ignorantes. A sua leitura não será demasiadamente apressada?
Gerência: Quando iniciei esta polémica, em O Insurgente, precisei que queria discutir a questão em termos sanitários precisamente para evitar aspectos morais ou religiosos. E repeti mais de uma vez, nomeadamente a respeito dà irrelevância desse tipo de argumento quando existe tanta diversidade nesses campos, e muita gente nem conhece a Bíblia.
Portanto, V. também será um desses leitores apressadoos que interpretam mal o que vem escrito em palavras claras.
Acrescentaria que pessoalmente nunca tive qualquer posição moral ou religiosa sobre o assunto. Cheguei aos 82 anos com perfeita saúde, e gostava que os outros também pudessem ter essa sorte.
Patricia, quando fala de um “um documento inteiro que trata em pormenor do problema médico-social”, somos levados a pensar que se trata de um estudo a sério sobre questões sanitárias relacionadas com o sexo. Afinal é apenas um argumentário contra determinada proposta legislativa nos EUA - que inclui argumentos como “quais os comportamentos que Deus abençoaria”.
Mesmo assim, é ridícula a correlação que estabelece entre SIDA e homossexualidade/sodomia - ainda se compreendia se fosse dito por um africano animista desconhecedor dos factos, mas no mundo ocidental é simplesmente assustador..
Não sei se chore, ou se ria :
“Sabemos muito bem que o sistema digestivo, ingestão e excreção, não deve ser confundido com o sistema generativo.”
Correctissimo!!! Vamos então excluir o pénis do acto sexual!!! E a boca - sexo oral, jamé!!!
“Ninguém ousa falar neste assunto, por ser considerado escabroso. Não se fala em excremento na sala. Mas fala-se nos ‘gays’, esquecendo que a repulsa sentida pela imensa maioria das pessoas deriva precisamente dum sentimento de nojo pela prática de sodomia, seja qual for o sexo do praticante. Para as pessoas com uma sensibilidade normal sodomia e excremento são inseparáveis.”
Da mesma forma “científica”, posso dizer-lhe que “a imensa maioria” das jovens com quem namorei apreciava bastante a sodomia, o sexo oral, etc. Provavelmente, teriam sensibilidade anormal..
“Há muitos outros argumentos, desde o social ao moral ou o estético. Era bom, porém, recolher(..)ao menor denominador comum: a preocupação com a saúde pública.”
Há um argumento muito melhor : a liberdade de escolha de cada um. A Patricia decide sobre a sua vida sexual, eu decido sobre a minha - sem qualificar moralmente as nossas posições.
Aaaaahhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!!!!!!
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