O que eu aprendi com os meus críticos
De todas as reacções, a que mais me perturbou foi a das pessoas que disseram admirar a minha coragem. Agradeço e aprecio a admiração mas tenho que afirmar que não a mereço. Não senti coragem nenhuma. Só quem têm medo precisa de coragem. Agora o que acho perturbador é que há quem pensa que é preciso coragem para tocar em certos assuntos. É a total confirmação que existem poderosos tabus na nossa sociedade. Foi a mesma coisa com a questão de Salazar e o Estado Novo. Também com o fascismo islâmico. Nos tempos recentes estou constantemente a ser congratulada pela coragem. Não percebem o que isto quer dizer? Significa que existe muita gente já contagiada pela doença do ‘politicamente correcto’ e do ‘newspeak’. E esta doença, ao meu ver, é ainda mais grave do que as venéreas. Porque afecta toda uma sociedade.
Entre os hostis confirmou-se a existência em maior ou menor grau de outras doenças tanbém: nomeadamente tendências para a coprofilia, a coprolalia e a doença de Tourette. Nada disso me surpreendeu nem me preocupou. Problemas deles.
Ao nível político-social, porém, foi aflitivo notar o jacobinismo estridente e primitivo de muitos comentaristas. Queriam a todo o custo e sem qualquer evidência, que as minhas opiniões derivassem de posições morais ou religiosas. Como se isso fosse uma desqualificação. Como se moral e religião fossem palavras pejorativas. Como eu tinha que ser desqualificada inventaram culpas que não existem. Em vez de provar que as práticas citadas não provocam doenças, foram efectivamente os críticos que procuraram argumentos moralistas, reivindicando a bondade das suas praticas. Eu podia ter invocado a velha máxima inglesa de que ‘Cleanliness is next to godliness’. Não o fiz. Mas os meus críticos insistiram que o tinha feito. Faltando outros argumentos, sentiram a necessidade de erigir homens de palha. Outro homem de palha foi a acusação que eu reivindicava medidas coercivas contra os ‘gays’, que não é verdade. Outros alegaram que eu censurava comentários, que também não é verdade. Outros que eu me armava em vítima. Vítima de quê? Dos seus ousados e poderosos ataques? Qual o valor de argumentos baseados em patentes falsidades?
Ora bem, e para concluir, eu acho extremamente positivo que não haja censura, que as manifestações de ‘gay pride’ sejam toleradas, que os exibicionistas se assumem. O público precisa de conhecer a fealdade dos activistas gay em toda a sua crueza.
Oscar Wilde disse: ‘Quero lá saber o que as pessoas fazem em casa: o que não quero é que venham fazer para a rua e assustar os cavalos’. E o grande dramaturgo, como sabemos, era gay em todos os sentidos da palavra. A diferença entre Wilde e os seus epígonos é que ele era um homem educado.
Com o desaparecimento dos cavalos das nossas ruas, esse perigo já não existe. O que me preocupa a mim é a agenda política do ‘gay lobby’ e a sua declarada determinação de influenciar as crianças. Também me preocupa que, devido à sua política de ‘outing’, o ‘lobi gay’ exerce chantagem ao seu favor junto de políticos e personalidades influentes. Devido à aliança entre a extrema-esquerda e o lobi é óbvio que esta prática subverte a democracia e tem que ser combatida e desmascarada. É uma prática que foi muito usada pelos comunistas, tanto na URSS como fora dela. O que não precisamos agora é que haja novos praticantes da mesma infâmia. Quanto mais estas pessoas revelarem as suas verdadeiras características e propósitos, melhor para todos nós.

15 comments:
A Patrícia Lança, tem razão. o lobi gay foi tão poderoso na URSS e no bloco de Leste que foi essa a verdadeira causa da derrocada do muro de Berlim. Aliás o gay pride de Moscovo é conhecido em todo o mundo pelos milhões que desfilam na Praça Vermelha desde os tempos desse grande gay que foi José Estaline (daí os bigodes de Freddy Mercury).
"O que me preocupa a mim é a agenda política do ‘gay lobby’ e a sua declarada determinação de influenciar as crianças"
Antes eram os comunistas, agora são os gays que comem criançinhas ao pequeno almoço!
"Outros alegaram que eu censurava comentários, que também não é verdade."
Lamento, mas é. Apagou diversos comentários meus - e saliento que nenhum deles era minimamente incorrecto ou insultuoso.
"O que eu aprendi com os meus críticos"
Como todos os seus criticos, de acordo coma a sua opinião, são tolinhos e/ou ignorantes ou mal-informados é natural que não tenha aprendido nada com eles.
A sua classificação de quem a contradiz é esclarecedora:
"Entre os hostis confirmou-se a existência em maior ou menor grau de outras doenças tanbém: nomeadamente tendências para a coprofilia, a coprolalia e a doença de Tourette. "
Para se aprender alguma coisa é necessário ter a humildade de admitir a nossa ignorância...
cara dra, gostava de lhe enviar um mail. tem um endereço disponível para tal?
Patrícia Lança pode ser contactada por e-mail em: lanca.patricia@gmail.com
Outra versão, que certamente a cara Patrícia Lança não ratificaria:
"Também me preocupa que, devido à sua política de ‘outing’, a Igreja Católica exerça chantagem ao seu favor junto de políticos e personalidades influentes. Devido à aliança entre a extrema-direita e a Igreja é óbvio que esta prática subverte a democracia e tem que ser combatida e desmascarada. É uma prática que foi muito usada pelos nazis, tanto na Alemanha como fora dela. O que não precisamos agora é que haja novos praticantes da mesma infâmia. Quanto mais estas pessoas revelarem as suas verdadeiras características e propósitos, melhor para todos nós."
Há argumentos redondos que valem o que valem.
Não percebo qual a relevância do comentário do Sr.Max. Embora não sou católica, também não sou jacobina e não estava a discutir religião e ainda menos a Igreja Católica. O Sr. enviou o recado para o endereço errado.
Coragem ? P. Lança teria coragem se continuasse com a sua polémica e redobrasse de energia com o aumento das críticas. Quando se está convencido de que se tem razão é o que se deve fazer, independentemente do furor e indignação dos politicamente correctos. Era o que fazia Pedro Arroja no Blasfémias até que o calaram…
Mas, com a mesma frontalidade com que tenho atacado o fascismo busho-sionista de PL, que resvala sistematicamente para o antisemitismo e para o apelo ao genocídio dos “cabeças de pano”, também direi que, neste caso, a razão está fundamentalmente do lado da Patrícia Lança.
Deixemos de lado os aspectos laterais da discussão (certas praticas sexuais) para focar o essencial: há no ocidente uma gravíssima crise de valores sociais e familiares que ameaça o seu equilíbrio demográfico, a paz pública e a coesão social. A sexualidade desenfreada, de matriz hippie ou soixante-huitarde, a total ausencia de modelos normativos e de tabus, o relativismo moral pós-moderno atingiram a família, célula-base da sociedade, de forma letal. Sem um “back to the basics” um regresso aos tradicionais valores familiares pré-Maio de 68, o naufrágio a longo prazo é inevitável. Até porque nas sociedades emergentes (Japão, China, tigres asiáticos, India, países islâmicos) esses valores são sólidos como o betão. O individualismo à outrance, os vários feminismos, desbragados ou púdicos, com o seu culto da “independência” da mulher em relação a vínculos e obrigações familiares, transformaram as relações homens-mulheres num inferno de divórcios e de encontros sans landemain…nas grandes cidades do Ocidente, mais de 50% dos habitantes vivem sós, as famílias são sobretudo monoparentais, as crianças crescem desacompanhadas e sem modelos parentais, a delinquência juvenil, o insucesso escolar e as drogas aumentam por isso mesmo, o savoir-vivre (galanteria e coqueteria) dos bons velhos tempos desapareceu, ninguém quer dar o nó, porque as solicitações sexuais são omnipresentes. O sexo está em todo o lado e tornou-se independente da família. Todos vêm isso, mesmo que também vivam nessa sociedade e sigam esses padrões, os únicos existentes… A diferença é que uns continuam a iludir-se com esta utopia suicidária e outros sabem que caminhamos alegremente para o precipício.
Sim, há que combater a hiper-sexualização da vida quotidiana, a dissolução da família, a igualitarização absoluta da norma heterosexual-monogâmica em relação aos desvios minoritários (legítimos, mas que devem guardar o seu estatuto não-normativo), etc. E a religião tem um papel de primeira grandeza desse combate. As sociedades ascendentes são profundamente religiosas, as decadentes não…
"O 'Orgulho Gay' e o 'Orgulho Preto' são irmãos gémeos. Uns utilizam a pigmentação da pele como bandeira e outros os calores do cu" - Quitéria Barbuda in "Cus que Gritam", Revista "Espírito", nº 19, 2005.
www.riapa.pt.to
Utente: EUROLIBERAL (ou o Juiz José ou Arrojado)
Nome de Registo: Rafeiro
Local de Trabalho
comentador menor
De um estudo feito sobre este indivíduo (análise em grupo) concluiu-se que sofria de Distúrbios Comportamentais Complexos.
Revela Falta de Convicções que o levam a ser um indivíduo sem escrúpulos, tentando impôr a sua vontade de qualquer forma, normalmente através do insulto, o que nos leva a concluir que apresenta graves danos na personalidade, ao nível das Emoções Secundárias.
Revela uma falta de criatividade que leva a uma flutuação das convicções, sinal de perturbação na personalidade, através de danos na coerência.
As contradições nos textos são assinaláveis, revelando isto Pouca Maturidade Emocional e Intelectual. O discurso inverte-se ao sabor das emoções.
Tratamento: Zipyran Plus 4 comprimidos de 3 em 3 meses.
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Gostei da parte que escreve sobre a coragem. Tudo o resto é discutivel e revela um posicionamento demasiado conservador... ms a idade pesa.
5 estrelas
Sr. euroliberal
Também acho que devemos voltar aos valores antigos com a mulher em casa a coser as peúgas do marido, dos filhos, dos sogros, etc.
Também penso que temos de acabar com o acesso das mulheres às universidades e a toda e qualquer ocupação que as distraiam dos seus deveres de mães abençoadas e esposas dedicadas, sempre prontas a satisfazer todas as vontades do seu amo e senhor que deve ter permissão de usar quando quiser o bendito chicote. A polícia não deve aceitar queixas das vítimas das fúrias masculinas, mesmo quando apresentadas por alguém na ausência das vítima mortas.
Acho também que se deve dar um subsídio às religiões para promoverem a beatice, devendo as igrejas serem os únicos locais de distracção das mulheres, com a ajuda dos seus acólitos.
Boas ideias as suas,
Tambem odeio os gays, mas ao menos tenho o racionalismo para admitir que sou preconceituoso; sem inventar desculpas cientificas.
Aquilo a que acho pena nisto tudo é que, com a descida da natalidade, hajam cada vez mais velhos e menos jovens a votarem. LOL
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